Este blog foi organizado na intenção de proporcionar material para os professores, meus alunos dos cursos de pós-graduação. No entanto, acredito que vá crescer um pouco mais. Assim iremos acrescentar material sempre que possível, direcionado à área de Arte para Educação Infantil, Ensino Fundamental e aperfeiçoamento pessoal. Conto com a colaboração dos amigos. Façam seus comentários e aproveitem os posts e as indicações que encontramos disponíveis na net. Nossa palavra-chave é: arte-educação
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Filme Camille Claudel
Filme - Camille Claudel, é ma-ra-vi-lho-so, vale realmente assistir.
Segue sinopse. Neste link você encontrará mais informações sobre a escultura de Rodin e o caminho para baixar o filme.
Camille Claudel
Depois de quinze anos de um relacionamento dramático com Rodin, Camille rompe com ele, mas mergulha na solidão e na loucura, tendo que ser internada num manicômio em 1912, por seu irmão mais novo, o escritor Paul Claudel.
Criatividade
| Criatividade Criar para crer e crer para criar |
Professor Luiz Machado, Ph.D. A criatividade, assim como a inteligência, é uma função de todos os seres para que possam atingir o objetivo maior da Natureza, que é a preservação das espécies, por intermédio da preservação dos indivíduos. Assim como a capacidade de criar existe em todas as pessoas, em certo grau apenas, o tanto necessário para garantir a sobrevivência, a potencialidade de criatividade está bem ali, pronta para ser ativada e desenvolvida. A esta altura, precisamos lembrar que não se deve confundir criatividade com “criação”, pois esta depende do talento, do envolvimento global da pessoa. Criatividade se aprende; criação, não. Nós somos, basicamente, organismos, isto é, conjuntos de órgãos e respectivas funções, feitos para exercer a criatividade. A fim de ativar seu potencial de criatividade, a pessoa precisa, inicialmente, estar consciente de que exercer a criatividade não é um dom especial, somente concedido a algumas pessoas, e, sim, uma necessidade da Natureza. Todos têm a potencialidade de criatividade que, para ser ativada, é preciso que a pessoa se liberte de bloqueios, que podem ser culturais, sociais e psicológicos. Ensinar criatividade, o que é realmente possível, deve começar por aí: remover bloqueios, por meio de explicações teóricas, procedimentos, atividades, vivências e exercícios, tudo isso visando à capacidade de perceber relações analógicas, isto é, semelhanças nas relações. A atitude consciente para a criatividade requer que a pessoa internalize, em seu Sistema de Autopreservação e Preservação da Espécie (SAPE), que ela é capaz de desenvolver as condições para que crie e, quando ela cria, passa a crer na sua capacidade de criar, por isso colocamos o título deste artigo como “criar para crer e crer para criar”. Nós falamos antes, neste artigo, em procedimentos, atividades, vivências e exercícios para a criatividade, sendo que todos eles devem ter como farol a guiá-los a busca de relações analógicas, pontos comuns no espaço, abstratos, entre duas ou mais coisas. Por exemplo, o sapato está para o pé, assim como a luva está para a mão. Pássaro está para o ar, como peixe está para o mar. É interessante e divertido buscar essas relações e, ainda que o exercício seja simples, é o mais eficaz para treinar a criatividade. É claro que não são só eles, mas eles são a base. Qualquer pessoa pode praticar, em qualquer momento, a sua criatividade, procurando pontos comuns, relações de semelhança e dessemelhança entre pessoas, coisas e objetos. Os pontos comuns que unem essas pessoas, coisas e objetos podem ser visíveis ou abstratos, e este será um dos assuntos dos próximos artigos! No ensino e aplicação da criatividade, o foco deve ser nas pessoas e não nas técnicas. E esse foco nas pessoas pode ser conseguido pelos procedimentos, atividades, vivências e exercícios da Emotologia, que é um conjunto de conhecimentos organizados para promover o desenvolvimento das potencialidades humanas como elemento de autorrealização. Professor Luiz Machado, Ph.D. |
conhecimento e formação continuada
A educação deve ater-se em torno de quatro aprendizagens fundamentais, que serão para cada indivíduo, os pilares do conhecimento: aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos, aprender a ser. Essas quatro vias do saber tornam-se apenas uma dependente da outra, necessitando sempre de trocas de informações entre elas.
Jacques D’Elors aponta como principal conseqüência da Sociedade do Conhecimento, a necessidade de uma aprendizagem ao longo de toda vida, fundamentada nos quatro pilares que são, ao mesmo tempo, pilares do conhecimento e da formação continuada:
Aprender a conhecer
Esse tipo de aprendizagem tem como finalidade e fundamento o prazer de compreender, de conhecer e de descobrir. Para isso a educação deverá criar formas para que a escolaridade tenha seu tempo prolongado. Ou seja, o adulto após concluir seus estudos possa prosseguir com vontade de fazer novos cursos, pesquisa etc., fazendo-o perceber que o aumento do saber o faz compreender melhor o ambiente, sob os seus diversos aspectos, com isso ser mais crítico e atualizado.
Na criança, despertá-la e aguçá-la para que tenha mais prazer de estudar, mas é essencial que ela possa ter acesso às metodologias científicas, com isso possa ser “amiga da ciência”. É necessário tornar prazeroso o ato de compreender, descobrir, construir e reconstruir o conhecimento. É bom valorizar a curiosidade, a autonomia e a atenção. É preciso aprender a pensar, pensar também o novo.
Enfim aprender a conhecer. Antes de tudo o indivíduo deve aprender a aprender, para isso deverá, até o final de sua vida, estar sempre atualizado, fazer cursos de especialização na sua profissão exercitar a leitura e as pesquisas, pois assim ele terá mais facilidade para encarar todas as situações e com isso ser competitivo dentro da sociedade em que vive. Também o indivíduo deverá exercitar a memória, pois a criança aprende o exercício do pensamento com os pais, depois com os professores.
Aprender a fazer
“Aprender a conhecer e aprender a fazer são em larga medida indissociáveis.”
Porém aprender a fazer tem maior referência com a formação profissional. O indivíduo aprende e põe em prática os seus conhecimentos. Temos de perceber que aprender a fazer não pode ser apenas ensinar o jovem para uma função onde fará uma tarefa material.
Para isso deverá o jovem ser sempre atualizado, de acordo com o desenvolvimento industrial. Não basta preparar-se profissionalmente para o trabalho.
Como as profissões evoluem muito rapidamente, vale mais a competência pessoal, que torna a pessoa apta a enfrentar novas situações de emprego e a trabalhar em equipe, do que a pura qualificação profissional. É essencial saber trabalhar coletivamente, ter iniciativa, gostar de uma certa dose de risco, ter intuição, saber comunicar-se, saber resolver conflitos, e ser flexível.
Aprender a viver juntos
Para que todos possam viver juntos e aprender a viver com os outros, a educação tem um papel importantíssimo, e um grande desafio, já que a opinião pública toma conhecimento através dos meios de comunicação e nada pode fazer.
No mundo atual a tendência é a valorização de quem aprende a desenvolver a percepção da interdependência, a administrar conflitos, a participar de projetos comuns, a ter prazer no esforço comum.
A história humana sempre foi escrita pelos conflitos raciais e até mesmo religiosos, entre outros. À educação cabe trabalhar para a mudança deste quadro desde a simples idéia de ensinar a não-violência e o não-preconceito.
Porém deve utilizar duas vias complementares, primeiro a descoberta progressiva do outro; segundo, ao longo de toda a vida a participação em projetos comuns que parece um método eficaz para evitar ou melhorar conflitos latentes.
A descoberta do outro
A missão da educação é transmitir conhecimentos sobre a diversidade humana, bem como mostrar e levar as pessoas a se conscientizar sobre as interdependências entre todos os seres humanos do planeta. As disciplinas mais adaptadas para esse fim são: Geografia humana a partir do ensino básico e as Línguas e Literaturas estrangeiras nos cursos posteriores.
Baseando nisto, se educar a criança desde pequena a descobrir a si mesma, poderá esta se pôr no lugar dos outros assim compreendendo-os e respeitando-os. O professor não deve ter regras que mantêm a curiosidade dos adolescentes, se assim o fizer os prejudicará a vida inteira, pois não aceitarão pessoas de outros grupos ou nações.
Aprender a ser
A educação deve contribuir para o desenvolvimento total da pessoa, espírito e corpo, inteligência, sensibilidade, sentido estético, responsabilidade pessoal, espiritualidade. Todos os seres humanos devem ser preparados pela educação que recebem, para agir nas diferentes circunstâncias da vida. Só que para isso cada um deverá ter pensamentos autônomos e críticos, personalidade própria.
Portanto a educação deve preparar as crianças e os jovens para possíveis descobertas e de experimentação. “O desenvolvimento tem pôr objeto à realização completa do homem, em toda a sua riqueza e na complexidade das suas expressões e dos seus compromissos: indivíduo, membro de uma família e de coletividade, cidadão e produtos, inventos de técnicas e criador de sonhos”. A aprendizagem precisa ser integral não negligenciando nenhuma das potencialidades de cada indivíduo.
Pode-se perceber que são objetivos que vão muito além da informação ou mesmo do mero desenvolvimento de um conhecimento intelectual. Abarcam toda a formação humana e social da pessoa.
É fácil perceber que metas desse porte envolvem conhecimento, comportamento, conceitos, procedimentos, valores, atitudes, saber, fazer e ser. Não podem ser atingidas com um ensino livresco, fragmentado, conteudista, estereotipado, estagnado. Exigem novas perspectivas, uma nova visão da Educação.
Recomendações:
– Os quatro pilares da educação devem ser a base ao longo de toda a vida.
• Aprender a conhecer é o mesmo que aprender a aprender, para se beneficiar das oportunidades oferecidas;
• Aprender a fazer, tornar as pessoas aptas a enfrentar numerosas situações e a trabalhar em equipe, não somente uma qualificação profissional;
• Aprender a viver juntos, desenvolve a compreensão do outro e a percepção das interdependências para realizar projetos comuns, nos valores do pluralismo e da compreensão mútua de paz;
• Aprender a ser, desenvolver sua personalidade, maior capacidade, responsabilidade pessoal.
>> Fonte: Pesquisa Conteúdo eAprender, Mariana Parisi (Gente Feliz - eaprender)
Interdisciplinaridade
Mais um texto interessante disponibilizado pelo eaprender:
O currículo dentro desse contexto deve atender a todas as necessidades do sujeito. A partir das reivindicações progressistas, a luta pela democratização da escola promoveu um movimento pedagógico a favor da globalização e da interdisciplinaridade.
É importante relacionar as conseqüências da globalização às propostas pedagógicas, pois estas atendem a um discurso de interdependência das esferas econômica e educacional. De acordo com modelos econômicos, conceitos como globalização, interdisciplinaridade, temas transversais, projetos de trabalho e contextualização são reduzidos a estratégias metodológicas por não serem identificados segundo princípios e finalidades de formação do indivíduo.
Ao se referir à abordagem interdisciplinar, deve-se ter em mente que esta se relaciona a um contexto e a um currículo. No campo semântico, alguns grupos têm dificuldades e ainda não chegaram a um consenso sobre “o que é ou como se desenvolve” uma prática interdisciplinar, a qual engloba os saberes de um conjunto de disciplinas de acordo com um mesmo eixo de investigação ou exposição.
No Brasil, os temas transversais são um grande referencial de abordagem interdisciplinar, uma vez que se delega uma responsabilidade para o corpo docente. Essa responsabilidade engloba uma tríade muito importante para o fazer interdisciplinar: necessidade, intenção e cooperação.
- A necessidade é gerada pelo contexto da escola e da comunidade e torna-se um tema transversal quando envolve múltiplos aspectos e diferentes dimensões da vida social. Essas questões sociais são norteadas pela construção da cidadania e da democracia e devem gerar movimentos de conscientização, discussão e reflexão.
- A intenção do fazer interdisciplinar é gerada com base no projeto da escola, nas projeções e no planejamento de atividades que possibilitem a construção do conhecimento. Mesmo em um currículo organizado por disciplinas, a intenção é manifestada na atitude de rever, criar, refazer e dar condições. A intenção é de responsabilidade do corpo docente, pois esta tem característica formadora e científica.
- A cooperação a partir da intenção, uma vez que confronta posicionamentos, interroga a realidade, veicula concepção de valores e, principalmente, transpassa os diferentes campos de conhecimento, por ser viabilizada no campo do saber de cada disciplina.
O grande empecilho quanto à prática do fazer interdisciplinar é executar um projeto de trabalho num currículo organizado por disciplinas. Na realidade, propõe-se um saber holístico de acordo com o saber fragmentado. Deve-se considerar que cada disciplina tem sua natureza, suas metodologias e seus saberes específicos.
Os projetos de trabalho são a mola mestra do fazer interdisciplinar e apresentam-se em uma forma de organizar os conhecimentos escolares segundo um eixo comum delimitado pela proposta pedagógica, tema transversal ou situação-problema da instituição.
A função do projeto de trabalho consiste em compreender fatos ou informação de acordo com situações e relacioná-los aos saberes de cada disciplina, que poderá de forma rígida articular os saberes às situações-problemas.
Contudo, segundo Fazenda, 2001”Num projeto interdisciplinar, não se ensina, nem se aprende: vive-se, exerce-se”. A interdisciplinaridade tem em sua natureza a motivação e a necessidade, caracterizadas pela atitude e ousadia de promover transformação, seja de informação, de comportamento seja de ideologia.
* Solange Vitória Alves – mestre em Educação, professora de Didática, pesquisadora da área de Inteligências Múltiplas
E-mail: solvit@fe.unb.br
Referências Bibliográficas:
Fazenda, I. (Org.) (2001). Práticas interdisciplinares na escola. São Paulo: Cortez.
Hernándes, F. & Montserrat V. (1998). A organização do currículo por projetos de trabalho. (J. H., Rodrigues,Trad.). Porto Alegre: Artes Médicas. (Trabalho original publicado em 1996).
domingo, 11 de julho de 2010
O uso de recursos digitais para ensinar arte
A turma aprende a transformar imagens digitais com softwares
Com essa perspectiva em mente, a professora Ana Cláudia de Oliveira Soares Cattani, da EE Professor Edsson Heráclyto Cerezer, em Bagé, a 384 quilômetros de Porto Alegre, começou a usar o Paint, programa de desenho que vem com o Windows, para expandir a produção de ateliê da 7ª série. "Tomei o cuidado de mostrar como artistas contemporâneos utilizam ferramentas similares, o que trouxe bons exemplos de como os alunos poderiam aproveitar o computador para acrescentar intervenções às criações com lápis", conta ela. O diálogo entre o ateliê "real" e o computador, aliás, é essencial para fazer a produção da turma avançar. "O trabalho de fazer e refazer uma imagem desenvolve a objetividade na composição da obra, no uso do espaço e no domínio dos instrumentos artísticos, sejam eles tradicionais ou virtuais", defende Paulo Nin Ferreira, coordenador da área de Arte do Colégio I. L. Peretz, na capital paulista.
No que diz respeito à fotografia, o trabalho também precisa incluir a indispensável etapa de familiarização com os diferentes gêneros. No CE Presidente Kennedy, em Rolândia, a 393 quilômetros de Curitiba, a professora Denise Maria Ramos Lugli iniciou um projeto com as turmas de 8ª série por uma conversa sobre fotos como registro pessoal. Em seguida, explorou características de outras modalidades - fotografia de moda, publicidade, fotojornalismo e artística. Só depois chegou a hora de produzir - nessa etapa, a cabeça cheia de referências fez a diferença. "O olhar dos alunos mudou com a ampliação de repertório", conta ela. O conhecimento dos tipos de fotografia ajudou ainda na edição das imagens. Usando programas específicos, como o Photoshop, a garotada pôde mudar a luz, refinar cores e fazer cortes - técnicas muito usadas em revistas de moda, por exemplo.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Documentário: Ser e Ter – Nicolas Philibert
Recebi este link do PDL (Projeto de Democratização da Leitura) e achei bem interessante:
[Documentário] Ser e Ter – Nicolas Philibert
Ser e Ter é um documentário distante dos tradicionais. Não recorre ao esquema registro do real / entrevista / imagem de arquivo. O longa-metragem do cineasta francês Nicholas Philibert está bem próximo ao chamado ”cinema-verdade”, com a diferença de permitir algumas experimentações estéticas. Para registrar o relacionamento entre um professor e seus alunos em uma pequena escola na região rural da França, Philibert foge do lugar-comum e ousa estender o tempo com planos que focalizam objetos escolares, o balançar das folhas das árvores e o tanger do gado nas pradarias. Ser e Ter diz nas entrelinhas que nada melhor que o tempo para fortificar laços afetivos entre as pessoas, principalmente entre o aluno e o professor. Logo no início, duas tartaguras – símbolos da temporalidade – indicam a atmosfera que o filme seguirá.
Na pequena cidade de Auvergne, o professor George Lopez, 55, segue um método de ensino antigo e considerado em desuso: ele acompanha 13 crianças, do pré-escolar até o ensino fundamental. Em uma única sala, ele dá conta dos seus alunos com idades entre 3 e 11 anos. Lopez separa as lições conforme a faixa etária, dividindo a turma em três grupos. O professor acompanha individualmente cada aluno, seja em matérias de francês, matemática ou pintura. Munido de 35 anos de profissão, Lopez mantém uma desenvoltura natural diante da câmera e, mais ainda, no trato com as crianças, entre o rigor e a delicadeza de sua fala. Não levanta o tom de voz, mas fala diretamente, sem subterfúgios. Pela postura sincera, conquista o respeito e a confiança dos alunos.
Com uma índole dessa, fica até difícil imaginar que George Lopez acabou processando os produtores deSer e Ter. Diante do sucesso de público e crítica inesperado do filme, o professor cobrou um cachê de 250 mil euros reivindicando co-autoria por, em seu entender, ser tema principal e ator do documentário. É óbvio que Lopez perdeu na Justiça. Se ganhasse, qualquer personagem de documentário teria garantido uma parcela dos lucros de bilheteria. Além disso, os verdadeiros protagonistas de Ser e Ter são as crianças. A câmera fixa boa parte do tempo nos rostinhos alegres ou decepcionados dos alunos.
O brilho do documentário está nas expressões das crianças, filmadas com intimismo e autenticidade perante suas inquietações. O pequeno notável Jojo, de 4 anos, encanta pela inocência e curiosidade. Distraído com os deveres de classe, o garotinho desobedece algumas regras impostas por Lopez e ainda participa de uma cena cativante com Marie, quando ambos tentam tirar fotocópias e acabam quebrando a máquina da escola. São momentos únicos, que retratam a infância no presente, sem fazer apologias à escola como futuro promissor. Pouco importa saber que modelo pedagógico está por trás do ensino do professor, mas sim evidenciar que tipo de relações humanas são construídas dentro da instituição.
Mesmo com a interferência inevitável da câmera, o documentário lampeja instantes reais. Não se trata de expor um ”filme-tese” sobre a educação. O documentário nem procura ser tão pretensioso assim.Ser e Ter compila fragmentos poéticos do relacionamento entre o adulto e a criança. O cineasta Nicholas Philibert prefere ser menos hermético e mais sensível ao simples. Ele força o espectador a observar os pequenos detalhes que fazem a diferença.
Resenha por Camila Vieira
Documentário Ser e Ter – Nicolas Philibert
Título Original: Être et Avoir
Direção: Nicolas Philibert
Ano: 2002
Duração: 104 min
Origem: França
Tamanho 1.4gb