terça-feira, 15 de março de 2011

O ofício de professor


Para se falar de um livro, nada melhor do que uma degustação... afinal dispor de tempo para uma leitura não é uma tarefa tão fácil assim, é comum dedicarmos este tempo apenas as nossa obrigações, no entanto, o professor deve estar em eterna formação.

Para aqueles que ainda não leram, aí vai uma "degustação" disponibilizada na net.

10 novas competências para Ensinar - Perrenoud

O ofício de professor
Ebenezer de Menezes, da Agência EducaBrasil

Há muitas exigências para o profissional da educação e o professor Philippe Perrenoud, da Universidade de Genebra, resolveu reunir dez grandes famílias de competências em um livro para orientar e refletir a ação do docente num contexto de constantes transformações. "Enfatizarei o que está mudando e, portanto, as competências que representam mais um horizonte do que um conhecimento consolidado", diz o autor na introdução do livro, que pode interferir na formação contínua de quem se dedica à educação.

Dez novas competências para ensinar, lançado pela Artmed Editora, aborda, em cada capítulo, as seguintes faculdades, reconhecidas como prioritárias na formação de professores do ensino fundamental: organizar e dirigir situações de aprendizagem; administrar a progressão das aprendizagens; conceber e fazer com que os dispositivos de diferenciação evoluam; envolver os alunos em suas aprendizagens e em seu trabalho; trabalhar em equipe; participar da administração da escola; informar e envolver os pais; utilizar novas tecnologias; enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão; e administrar a própria formação contínua.

Para "organizar e dirigir situações de aprendizagem", o livro propõe competências mais específicas, como conhecer, para determinada disciplina, os conteúdos a serem ensinados e sua tradução em objetivos de aprendizagem. "A competência requerida hoje em dia é o domínio dos conteúdos com suficiente fluência e distância para construí-los em situações abertas e tarefas complexas, aproveitando ocasiões, partindo dos interesses dos alunos, explorando os acontecimentos, em suma, favorecendo a apropriação ativa e a transferência dos saberes, sem passar necessariamente por sua exposição metódica, na ordem prescrita por um sumário", argumenta Perrenoud.

A competência "organizar e dirigir situações de aprendizagem" exige ainda, segundo o livro, trabalhar a partir das representações dos alunos, pois isso pode ajudá-los na aproximação do conhecimento científico a ser ensinado. Trabalhar a partir dos erros e dos obstáculos à aprendizagem seria outra competência mais específica, já que considera o erro uma ferramenta para ensinar, "um revelador dos mecanismos de pensamento do aprendiz". O professor também deve saber construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas, além de envolver os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

A segunda competência, "administrar a progressão das aprendizagens", compreende cinco outras capacidades. A primeira diz que o professor deve conceber e administrar situações-problema ajustadas ao nível e às possibilidades dos alunos. A outra capacidade diz que o docente deve adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino, além de estabelecer laços com as teorias subjacentes às atividades de aprendizagem. O professor também deve saber observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, de acordo com uma bordagem formativa, e fazer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.

Para "conceber e fazer evoluir os dispositivos de diferenciação", a terceira competência, o professor deve, segundo o autor, administrar a heterogeneidade no âmbito de uma turma, abrir e ampliar a gestão da classe para um espaço mais amplo, fornecer apoio integrado, trabalhar com os alunos portadores de grandes dificuldades e desenvolver a cooperação entre os alunos e certas formas simples de ensino mútuo.

A quarta competência, "envolver os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho", explica o Perrenoud, deve suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com o saber, o sentido do trabalho escolar e desenvolver na criança a capacidade de auto-avaliação, além de instituir e fazer funcionar um conselho de alunos e negociar com eles diversos tipos de regras e de contratos. O docente ainda pode oferecer atividades opcionais de formação e favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.

O "trabalho em equipe" pede para o professor elaborar um projeto de equipe, com representações comuns, dirigir um grupo de trabalho, com habilidade para conduzir reuniões. Além disso, é importante saber formar e renovar uma equipe pedagógica, enfrentando e analisando em conjunto situações complexas, práticas e problemas profissionais. Administrar crises ou conflitos interpessoais também são habilidades esperadas, segundo o livro.

A participação da administração da escola é fundamental no domínios das competências. É necessário, nesse sentido, elaborar e negociar um projeto da instituição, administrar os recursos da escola, saber coordenar e dirigir uma escola com todos os seus parceiros, além de organizar e fazer evoluir, no âmbito da escola, a participação dos alunos.

O professor, segundo Philippe Perrenoud, deve saber informar e envolver os pais, dirigindo reuniões de informação e de debate. Quando necessário, deve ainda ter a capacidade de fazer entrevistas. Tudo com o objetivo de envolver os pais na construção dos saberes.

A oitava competência, diz o livro, é a de "utilizar novas tecnologias". Inclui saber utilizar editores de textos, explorar as potencialidades didáticas dos programas em relação aos objetivos do ensino e comunicar-se à distância por meio da Internet e de outras tecnologias. As ferramentas multimídia também devem ser consideradas para o ensino.

"Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão" é a nona competência apresentada por Perrenoud. Para ele, o professor deve prevenir a violência na escola e fora dela, lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais, e participar da criação de regras de vida comum referentes à disciplina na escola, às sanções e à apreciação da conduta. Nessa competência ainda inclui a capacidade de analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em aula, além de desenvolver o senso de responsabilidade, solidariedade e o sentimento de justiça.

Por último, a competência de "administrar sua própria formação contínua" propõe que o docente saiba explicitar as próprias práticas, estabelecendo seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua. Deve-se ainda negociar um projeto de formação comum com os colegas da escola ou da rede. Envolver-se em tarefas em escala de uma ordem de ensino ou do sistema educativo e acolher a formação dos colegas e participar dela são outras competências específicas esperadas de um profissional da educação.

Na conclusão do livro, para o leitor que sentiu uma certa arbitrariedade com relação às formulações das competências em dez famílias, Perrenoud diz que participou ativamente da redação do livro, mas sentiu um certo grau de imposição. "Isso não tem nada de estranho: todo texto elaborado em um quadro institucional, sobretudo se negociado entre numerosos agentes, revela um compromisso entre lógicas diferentes, e, às vezes, interesses opostos. Ele perde em coerência o que ganha em representatividade", justifica o autor.

Livro disponível para baixar neste link

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Cursos online Nova Escola




Jean Piaget



Estão abertas as inscrições para o curso onlineEscrevendo Nossa História, iniciativa da Fundação Victor Civita em parceria com o Instituto Crescer. O curso tem carga horária de 80 horas e é dirigido a professores das primeiras séries do Ensino Fundamental. E se você não conseguiu se inscrever para os módulos de Cálculo Mental e de Sistema de Numeração, novas vagas estão disponíveis. Participe!

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Coelhos de Páscoa


Quer coelhos de Páscoa para decorar, comer etc?

Neste link vc encontra um arquivo com tudo e mais um pouco, são 300 moldes de coelhos de todo tipo.

Divirta-se

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

cesto para lixo de origami


Olha que bacana que a Du colocou no blog dela, um cesto de lixo feito com jornal!

Achei uma excelente ideia para passar para as crianças...



Onde você poe seu lixo?


A grande justificativa das pessoas que dizem que "precisam" de sacolinhas plásticas é a embalagem do lixo. Tudo bem, não dá mesmo pra não colocar lixo em saco plástico, mas “Sacos de lixo Biodegradáveis” que são feitos com materiais orgânicos e de fibras vegetais levam bem menos tempo para se degradarem no solo assim causando menos impacto na Natureza.Além dissoserá que não dá pra diminuir a quantidade de plástico no lixo?
Melhor do que encher diversos saquinhos plásticos ao longo de uma semana é usar um único saco plástico dentro de uma lixeira grande na área de serviço, por exemplo, e ir enchendo-o por alguns dias com os pequenos lixinhos da casa (da pia, do banheiro, do escritório). Se o lixo é limpo, como de escritório (papel de fax, pedaços de durex, etc.), pode ir direto para a lixeira sem proteção. No caso dos lixinhos da pia e do banheiro o melhor substituto da sacolinha é o saquinho de jornal. Ele mantém a lixeira limpa, facilita na hora de retirar o lixo e é facílimo de fazer. Leva 20 segundos. A idéia veio do origami, que ensina essa dobradura como um copo. Em tamanho aumentado, feito de folhas de jornal, o copo cabe perfeitamente na maioria dos lixinhos de pia e banheiro que existem por aí.
Veja:

Você pode usar uma, duas ou até três folhas de jornal juntas, para que o saquinho fique mais resistente. Tudo no origami começa com um quadrado, então faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca. Você terá dobrado uma aba equivalente a um quarto da página da direita, e assim terá um quadrado.

Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo, e mantenha sua base para baixo.


Dobre a ponta inferior esquerda do triângulo até a lateral direita.


Vire a dobradura "de barriga para baixo", escondendo a aba que você acabou de dobrar.
Novamente dobre a ponta da direita até a lateral esquerda, e você terá a seguinte figura:


Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro.

Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação.

Se tudo deu certo, essa é a cara final da dobradura:


Abrindo a parte de cima, eis o saquinho!
É só encaixar dentro do seu cestinho e parar pra sempre de jogar mais plástico no lixo!


Que tal?
Pode parecer complicado vendo as fotos e lendo as instruções, mas faça uma vez seguindo o passo a passo e você vai ver que depois de fazer um ou dois você pega o jeito e a coisa fica muito muito simples. Daí é só deixar vários preparados depois de ler o jornal de domingo!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Consumismo e educação


CRIANÇA, A ALMA DO NEGÓCIO
Um documentário sobre publicidade, consumo e infância.

Via YouTube

Este documentário está divido em 6 partes, esta é a 1ª. Assista todas elas, com troca automática ao final de cada parte. Clique somente uma vez aqui:
http://www.youtube.com/watch?v=dX-ND0...
Produtora: Maria Farinha Produções
Direção: Estela Renner
Produção Executiva: Marcos Nisti


Sinopse: "Por que meu filho sempre me pede um brinquedo novo? Por que minha filha quer mais uma boneca se ela já tem uma caixa cheia de bonecas? Por que meu filho acha que precisa de mais um tênis? Por que eu comprei maquiagem para minha filha se ela só tem cinco anos? Por que meu filho sofre tanto se ele não tem o último modelo de um celular? Por que eu não consigo dizer não? Ele pede, eu compro e mesmo assim meu filho sempre quer mais. De onde vem este desejo constante de consumo?" Este documentário reflete sobre estas questões e mostra como no Brasil a criança se tornou a alma do negócio para a publicidade. A indústria descobriu que é mais fácil convencer uma criança do que um adulto, então, as crianças são bombardeadas por propagandas que estimulam o consumo e que falam diretamente com elas. O resultado disso é devastador: crianças que, aos cinco anos, já vão à escola totalmente maquiadas e deixaram de brincar de correr por causa de seus saltos altos; que sabem as marcas de todos os celulares mas não sabem o que é uma minhoca; que reconhecem as marcas de todos os salgadinhos mas não sabem os nomes de frutas e legumes. Num jogo desigual e desumano, os anunciantes ficam com o lucro enquanto as crianças arcam com o prejuízo de sua infância encurtada. Contundente, ousado e real, este documentário escancara a perplexidade deste cenário, convidando você a refletir sobre seu papel dentro dele e sobre o futuro da infância.

Instituto Alana: http://www.alana.org.br/

Vídeos do 2° Fórum Internacional Criança e Consumo realizado em 2008: http://www.forumcec.org.br/

Baixe este documentário em alta qualidade de imagem:
http://rapidshare.com/files/183833729...
http://rapidshare.com/files/183879717...
http://rapidshare.com/files/183952730...

Codec necessário para assistí-lo:
http://www.koepi.info/Xvid-1.2.1-0412...
Ou um aparelho de DVD compatível com DivX / XviD.

Não guarde só para você, divulgue.



Este documentário está dividido em 6 partes no YouTube:
PARTE 1:
http://br.youtube.com/watch?v=dX-ND0G...
PARTE 2
http://br.youtube.com/watch?v=UkcVM0V...
PARTE 3
http://br.youtube.com/watch?v=eq0gqEe...
PARTE 4
http://br.youtube.com/watch?v=2d0DWuZ...
PARTE 5
http://br.youtube.com/watch?v=88v1i9B...
CRÉDITOS
http://br.youtube.com/watch?v=Oqk7uUn...



Instituto Alana

A união da educação, da cultura e da assistência social para o desenvolvimento da cidadania e da qualidade de vida de todos nós.


Aprenda mais sobre o consumismo infantil e tire suas dúvidas.


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Origami - borboleta


Se vc gosta de origami e seus alunos também, aí vai uma borboleta. Normalmente é o tsuru que a gente apresenta para as crianças..., então uma borboleta vem trazer novos ares pra gente...

A borboleta de origami está pronta

Borboleta de papel feita com a técnica do origami


(PAP é o passo a passo de uma técnica ou trabalho)