terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Crônica: Qual é a sua arte?

Muuuuito interessante, adorei - dica postada pela Maria Teresa no facebook.

Cena do filme "O Último Tango em Paris"Cena do filme "O Último Tango em Paris"
“Conhece-te a ti mesmo” foi a máxima inspiradora da filosofia socrática. Seu preceito toma como base o dar-se conta de nossa profunda ignorância, para só assim sermos capazes de atirar-nos na busca pelo conhecimento.

LEIA MAIS: Em casa com Bill Bryson

Desta forma, a investigação sobre nós mesmos torna-se incessante e imperativa, tanto internamente, quanto através do constante diálogo estabelecido em nossos relacionamentos. Em leviano resumo, é o homem (ou seja, nós mesmos) o grande enigma da humanidade.

No entanto, não há nada que tenha chegado mais perto em decifrar o “objeto” homem, e sua essência, quanto a arte e suas expressões.

É mais fácil compreender o sentimento de uma nação, em determinada época, debruçando-se sobre um quadro do que lendo capítulos de sisudos livros de história. É ser capaz de ouvir as vozes de toda uma geração através de uma guitarra que chora incendiada.

A clássica foto de Hendrix incendiando sua guitarraA clássica foto de Hendrix incendiando sua guitarra
Aproximando o tema da esfera íntima, pode-se dizer que, assim como nós elegemos nossos amigos, carreira e amantes, nós também elegemos a “nossa” arte. Independente das expressões (literatura, artes plásticas, moda, música, dança, cinema, teatro) ou refinamentos, a “nossa" arte é aquela capaz de interpretar nossa alma.

Um exemplo disso é que pode-se passar anos convivendo e trocando ideias com uma pessoa, supondo conhecê-la por completo. Até que um dia esbarramos com uma página sublinhada de um empoeirado livro na estante, e um novo mundo nos é apresentado. Ali, estaria a verdadeira essência desse alguém, revelada de maneira talvez até inconsciente.

Há outros que são “despidos” pelas cores dos quadros pendurados na parede do quarto ou mesmo pelo choro contido da cena entre pai e filho da minissérie. Nós somos o que nos toca individualmente.

Alguns assistem a um desfile de moda e vêem modelos e modelitos: vestidos, sapatos, bolsas, coletes, broches e sílfides perambulantes. Mas há aqueles que enxergam drama, revolução, tabus, morte.

Outros testemunham o declínio de sua ideologia em uma sala escura de cinema, enquanto os demais esquecem das contas do mês e devoram suas pipocas. Muitos descobrem o sentido da vida assistindo a uma releitura de Brecht ou entre catárticos rifles de guitarra num show de rock. Não importa o quê, importa como.

Eu mesma posso ser os olhos do menino Christian Bale que fecham ao tocar os cabelos de sua mãe, na cena final de “Império do Sol”, o “antitango” de Maria Schneider e Marlon Brando em Paris, o terceiro conto de “Risíveis Amores”, de Milan Kundera, e “Cherub Rock”, do Smashing Pumpkins.

E você, qual arte te decifra?

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Calendários para 2011


Encontrei este calendário pronto para imprimir (de 2011) e muito fofo. Dá para as crianças irem marcando as datas mais importantes e personalizarem.



- Já este próximo tem a lista completa dos feriados do ano:

http://oskaras.com.br/calendario-2011/


calendario 2011 feriados

- Neste site tem um outro: Calendário 2011 para imprimir e pregar no mural

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YEAR 2011 - Country living (NEW!)

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YEAR 2011 - Big teddybears

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YEAR 2011 - Flowers

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Memórias de uma senhora artista de Taubaté



Chico Buarque, um quase estreante, ainda não conhecido do grande público, inscreveu uma marchinha de estrutura simples, aparentemente singela - A Banda -, no festival da canção da TV Record de 1966. Iria cantá-la em duo com Nara Leão, que já havia gravado músicas suas. A direção do festival apostava na marchinha - um aparente contraponto às canções de protesto típicas da época. Mas o diretor do festival, Solano Ribeiro, não gostou do arranjo que Geny Marcondes bolou para a música. A arranjadora chamou o flautista Altamiro Carrilho e montou uma bandinha de coreto. "Se você aparecer com essa bandinha, vai ser vaiado", teria dito Solano a Chico Buarque. Geny insistiu, e o autor gostava do arranjo. Chegou-se a uma solução conciliatória: Chico cantava a primeira parte, sozinho, acompanhado pelo violão; depois, entrava Nara, e, aí sim, atacava a fanfarra. E quando a fanfarra atacava é que vinham os aplausos delirantes do público - como se pode ouvir na gravação, ao vivo, da apresentação da música no festival. Bem, A Banda dividiu o primeiro lugar com uma música "de protesto", a toada Disparada, melodia de Théo de Barros com versos de Geraldo Vandré. Certamente o resultado teria sido o mesmo sem a bandinha do Altamiro. Mas o episódio é demonstrativo da força de personalidade daquela arranjadora - única mulher a operar no time dos grandes orquestradores da época, como Léo Peracchi, Radamés Gnatalli, Lyrio Panicalli entre eles. Coragem, quando nada, porque banda associa-se tanto a coreto do interior quanto à caserna.Vivia-se o terceiro ano do regime militar instaurado pelo golpe de 1964 e a música popular era a arte que ecoava a insatisfação da intelectualidade com o estado das coisas.

Teimosia - Um ano antes, ela já tinha dado prova da teimosia. O show Opinião, com Nara Leão, João do Vale e Zé Kéti, havia estreado em 1964 e era o grande sucesso do teatro dito participante - o teatro político, de crítica social. Nara ficou afônica. Quem poderia substituí-la? Provisoriamente, entrou Suzana de Moraes, filha de Vinicius. Glauber Rocha lembrou de uma baianinha desconhecida, certa Maria Bethânia Vianna Teles Veloso. Na estréia de Bethânia, a imprensa estava lá, para conferir a eficácia da desconhecida. A diretoria do Teatro Opinião não gostou. Augusto Boal, diretor do espetáculo, não gostou. Da cúpula, só duas pessoas defenderam Bethânia: o diretor João das Neves e Geny Marcondes.

Bateram pé. Conseguiram que Bethânia ficasse. "Naquela noite, creio, nasceu nossa parceria", conta João das Neves. Geny assumiu a direção musical do Opinião. Geny seria compositora, diretora musical ou orquestradora e arranjadora de três montagens célebres de João - Jornada de um Imbecil até o Entendimento, de Plínio Marcos, Antígona, de Sófocles, e Panorama Visto da Ponte, de Ademar Conrado. Foi, aliás, Geny quem apresentou a João das Neves um músico mineiro recém-chegado ao Rio, um cantor impressionante, compositor originalíssimo - um certo Milton Nascimento. Ela fez, também, os arranjos do disco Manhã de Liberdade, de Nara Leão, lançado em 1966.

Mas, ao que parece, a música cênica era seu dom especial. "Uma pioneira, uma constante e irrequieta inovadora e uma lutadora sem medo de se expor; uma mulher (ah, as mulheres e seu desassombro!) capaz de enfrentar a incompreensão dos críticos de então e de ganhá-los para suas teses" - dela diz João das Neves. Mas não foi só com ele que ela trabalhou. Na verdade, nos anos 60 e nos 70, Geny foi diretora musical de várias das mais importantes montagens teatrais do País. Para algumas escreveu músicas, fez arranjos e orquestrações; para outras, fez só os arranjos e orquestrações. Alguns exemplos: Revolução na América do Sul, de Augusto Boal, direção de José Renato para o Teatro de Arena; Guerras do Alecrim e da Manjerona, de A.J. da Silva, direção de Gianni Ratto; Os Amores de D.

Pirlimpimpim com Belinda em Seu Jardim, de García Lorca, direção de Ivan de Alburquerque e Rubens Corrêa; A Mandrágora, de Maquiavel, e A Lei e a Pena, de Ariano Suassuna, direção de Luís Mendonça; O Noviço, de Martins Pena, direção de Dulcina de Morais; O Círculo de Giz Caucasiano, de Brecht, direção de José Renato; A Barca do Inferno, de Gil Vicente, direção de Gianni Ratto; Pigmaleoa, de Millôr Fernandes, direção de Ivan de Albuquerque. Lobato - Geny Marcondes estreou no ofício de fazer música para teatro nos anos 40, em Taubaté, no Vale do Paraíba, sua cidade natal. Montou uma opereta baseada no Sítio do Pica-Pau Amarelo, do conterrâneo Monteiro Lobato. Teve a oportunidade de mostar para ele, anos depois, a peça. Lobato gostou tanto que decidiu que a opereta seria montada na inauguração da biblioteca infanto-juvenil que seria instalada na nova Biblioteca Municipal da capital paulista. Nasceu Jenny Marcondes, no dia 5 de maio de 1916. Estudou piano e teoria musical no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo, e no Instituto Musical estudou canto orfeônico. Foi aluna de piano de Magdalena Tagliaferro, de harmonia funcional e contraponto de Hans Joachim Koellreutter - com quem se casaria -, de orquestração de Guerra Peixe. Em Veneza, estudou direção de orquestra com Hermann Scherchern - este foi apenas um de seus cursos internacionais.

Casada com Koellreutter, nos anos 40, mudou-se para o Rio. Em 1943, tornou-se diretora do setor infanto-juvenil da Rádio MEC (um programa em que atuava certa Arlete Pinheiro, mais tarde conhecida como Fernanda Montenegro). Fez programas musicais infantis na extinta TV Rio, chegou ao teatro e ao cinema - fez, por exemplo, música e direção musical para Marcelo Zona Sul, de Xavier de Oliveira. Ao longo dos anos 40 e 50, participou, como pianista, do Grupo Música Viva, integrado pelos músicos da vanguarda da época - Guerra Peixe, Camargo Guarnieri e Edino Krieger entre eles. Diz Edino Krieger da pianista Geny: "Ela representava um ponto de apoio, um fator de segurança. Pianista de amplos recursos, promovia sempre uma leitura perfeita das obras a ela confiadas, que sua sensibilidade e sua musicalidade epidérmica e, no entanto, profunda, se incumbiam de transformar em momentos privilegiados de relização musical." Ah, sim, e, adolescente, animou, com seu piano, filmes mudos primeiro no cinema Odeon, de Taubaté, depois em cinemas de várias outras ciadades. E também dirigiu shows de Clementina de Jesus, Baden Powell, escreveu música para balé - e assim por diante. No entanto, nos anos 80, deixou a música em segundo plano. Foi depois que criou um curso multimídia chamado Ver/Ouvir, um panorama comparativo das artes. Mudou-se para Teresópolis. Uma chuva de verão derrubou sua casa e destruiu centenas de partituras.

Desde o fim dos anos 80, Geny mora, outra vez, em Taubaté. Dá cursos de artes plásticas e música, escreve poesia (publicou, em 1988, Romãs no Inverno, pela Massao Ohno) e compõe. "Quando escolho um tema para trabalhar, na música ou na pintura, quero esgotá-lo", diz, feliz, em seu jardim, onde o tempo, parece, não se esgota.

O Estado de S.Paulo - Mauro Dias - 2002 - disponivel em http://www.mariabethania.hpg.ig.com.br

Geny Marcondes faleceu em 30 de janeiro de 2011.


À mestra com carinho - Geny Marcondes


Na minha saidinha de hoje, parei para tomar um refresco na padaria e eis que vi um jornal que me deu um calafrio com a notícia:


Esta mulher tem uma história de vida fascinante..., mas o que realmente me comoveu foi o fato de perdê-la, ela ocupou um lugar muito importante na minha vida. Aprendi muito com ela, foi minha mestra de pintura e amiga querida, conversávamos muito durante as aulas em companhia da frondosa primavera que avistávamos da janela do atelier, uma pequena notável!, forte e determinada, sua idade não tirava dela essa determinação. No último dia 25, dia do aniversário de nascimento de minha falecida irmã, acompanhei minha mãe até o cemitério, passamos em frente da casa de D. Geny e falamos da necessidade de fazer-lhe uma visita... pois é, era realmente para fazermos, naquele momento!, mas não a fizemos...
Então agora, esteja onde estiver - eu penso que esteja num jardim onírico, com muitas cores, com exceção do azul celeste - cor que realmente ela pensava que deveria ficar fora da paleta..., pincelado de modo firme e expressivo - envio meu carinho amoroso e saudoso, com meu eterno agradecimento por ter dividido comigo toda a sua sabedoria.


Esta foto foi de uma exposição que fizemos no Rio de Janeiro em 96 - da esquerda para a direita: Tania Geny e Eu, e o poster da exposição.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lindas esculturas de animais feitas com galhos secos


Heather Jansch é uma artista apaixonada por cavalos ela passou toda sua infância desenhando e sonhando com estes animais e foram eles que inspiraram as suas incríveis esculturas.

A artista cria suas esculturas utilizando como matéria-prima madeiras e galhos secos que recolhe em florestas e bosques. Heather evita ao máximo esculpir ou modificar os galho que encontra afim de preservar sua textura original e que para cada uma de suas esculturas se torne única e orgânica.

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Pintura em livros


Artista americano usa livros empilhados como tela para criar obras de arte


Todos sabem que os livros foram feitos para ser lidos, consultados, pesquisados. Mas o americano Mike Stilkeyencontrou novas possibilidades para seu uso. Com uma mistura de tinta, lápis de cor e verniz, o artista utiliza centenas de publicações como tela para criar obras de arte. São retratos de personagens muitas vezes melancólicos, que parecem ter saído das narrativas de um conto de fadas. O trabalho do artista já rendeu exposições em diversas galerias de arte da Europa e foi destaque em jornais e revistas especializadas. Confira as imagens.


  Divulgação
  Divulgação


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Por Casa e Jardim Online em globo.com

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Arte Social - a importância da arte educação


Arte Social

O tema abordado é a importância da arte-educação na vida de crianças e adolescentes. Já o quadro Arte Brasil mostra o trabalho de tecelagem do artesão Joselito Pinto.